Memória

FAZENDO MEMÓRIA…

A crônica do colégio do Carmo nos conta que no longínquo 1887, Monsenhor João Filippo esteve na Itália e solicitou a Dom Bosco que enviasse algumas Irmãs para cuidar da educação das jovens de Guaratinguetá e da região. O pedido do Monsenhor Filippo foi atendido no governo do primeiro sucessor de D. Bosco, Dom Miguel Rua e, no dia 16 de março de 1892, as doze primeiras Irmãs salesianas Thereza Rinaldi, Florinda Bittencourt, Helena Hospital, Paula Zuccarino, Joana Narizano, Dolores Machin, Anna Couto, Dilecta Maldarin, Justina Gross, Francisca Garcia e as Noviças Mathilde Bouvier e Maria Luiza Schillino chegaram do Uruguai acompanhadas pelo Padre Domingos Albanello que foi destinado a ser ecônomo do colégio são Joaquim de Lorena..
Segundo o relato, no dia 10 de março, às oito horas da noite, chegaram ao porto do Rio de Janeiro e não podendo desembarcar por ter passado a hora da revista na alfândega o fizeram no dia seguinte, às 7 horas da manhã. Nesse mesmo dia viajaram de barca a Niterói onde foram recebidas no Asilo de Santa Leopoldina dirigido pelas Irmãs de S. Vicente de Paulo.
No dia seguinte assistiram a Missa celebrada pelo Padre Domingos Albanello, despediram das Irmãs de são Vicente e tomaram a barca para o Rio. Ao chegarem à Estação Central, viram o trem que já ia saindo para São Paulo. Perderam o trem! Que contratempo!
No dia 13 de março, às quatro horas da tarde, chegaram à Estação de Lorena onde foram recebidas pelo Padre Carlos Parreto, diretor do Colégio S. Joaquim acompanhado da banda musical do Colégio, pelo senhor Conde de Castro Lima, cooperadores e cooperadoras salesianas e muitas pessoas da cidade em meio aos entusiásticos vivas à Igreja, ao Papa Leão XIII, a dom Bosco e às Filhas de Maria Auxiliadora.
No dia 15 de março foram visitadas pelo Padre João Filippo, fundador do Colégio de Guaratinguetá e, no dia 16 de março, chegaram finalmente à Guaratinguetá. O povo guaratinguetaense fez uma brilhante recepção. Às duas horas da tarde, a convite do Padre João Filippo achavam-se na estação da Estrada de Ferro Central, os Sacerdotes da localidade, algumas autoridades civis, muitas famílias e grande massa de povo juntamente com uma banda musical.
Feita a recepção dirigiram-se todos à Igreja Matriz onde foi cantado o solene Te Deum em ação de graças a Deus. Terminada a solenidade religiosa vieram todos ao colégio do Carmo, visitaram primeiramente a capela e em seguida o restante do edifício. Tudo estava preparado para a acolhida das Irmãs e das futuras alunas internas.
Iniciou-se assim, no grandioso e bonito prédio construído pelo Monsenhor, a missão educativa das Irmãs Salesianas no Brasil. Mantendo suas características arquitetônicas, mesmo depois de diversas reformas, o Colégio do Carmo completou no dia 16 de março 116 anos de vida. Neste dia tivemos a presença de ex-alunos, do atual Presidente dos Ex-alunos Mario Chain, de alguns pais, além dos nossos queridos alunos, professores, Irmãs e funcionários dessa Casa de Educação. O grupo da Pastoral da Juventude Estudantil (PJE) juntamente com o Coord. de Pastoral, o Prof. Paulo Celso, apresentaram uma bonita canção homenageando a sólida existência da nossa Escola. Juntos, construímos esta bonita história! PARABÉNS, Colégio do Carmo!

Ir. Nilza Fátima de Moraes

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